As lutas cotidianas pela mudança social

A psicologia como política

Autores/as

  • Raquel Souza Lobo Guzzo Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Brasil)
  • Eduardo Kawamura Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Brasil)
  • Antônio Euzébios Filho Universidade de São Paulo (Brasil)
  • Larissa Soares Baima Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Brasil)

Resumen

Em um país socialmente desigual como o Brasil, a Psicologia assume desafios políticos importantes. Com base nos referenciais da psicologia crítica, este artigo pretende discutir como a Psicologia é política, seja em sua elaboração de teorias alinhadas aos princípios liberais e neoliberais, seja na proposição de conhecimentos e intervenções que contextualizem o fenômeno psicológico a partir de uma leitura crítica do capitalismo. Nessa perspectiva crítica, a psicologia pode fomentar práticas que fortaleçam o enfrentamento coletivo ao conformismo e à adaptação, contribuindo para a superação do fatalismo em suas diferentes dimensões. A psicologia pode, assim, ser um instrumento de promoção da consciência, contribuindo com a recuperação da memória histórica e com ações políticas capazes de produzir efeitos de mudança no comportamento individual e na superação de traumas psicossociais. A psicologia é sempre política, em uma direção ou em outra, assim é fundamental pensar a quem ela serve como ciência e profissão.

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Publicado

2025-03-31

Número

Sección

ARCP en español y/o en portugués